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Arara-Azul-de-Lear
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Arara-Azul-de-Lear (Anodorhunchus leari) é uma
das aves mais ameaçadas do mundo, estando presente no
apêndice I da CITES
(Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies
da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção), no qual lhe
é dado o maior grau de proteção. Sua
população hoje encontra-se estimada em 170 indivíduos
na natureza, tendo relato de 19 em cativeiro. |
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São bem semelhantes à Arara-Azul-Grande (Anodorhunchus
hyacinthinus), sendo menores que estas. Sua plumagem
apresenta um azul pálido, mas nem por isso seu preço no
comércio ilegal é inferior a outra espécie.
Hoje a espécie está restrita ao estado da Bahia (Raso
da Catarina), onde predomina a caatinga, com clima semi-árido
e chuvas raras mal distribuídas. Encontram-se abrigadas
em paredões de arenitos onde passam a noite. São
nas cavidades destes paredões que na época reprodutiva constróem
seu ninhos.
O principal alimento da Arara-Azul-de-Leaar é o coco da
palmeira de licuri (Syagrus coronata), nativa da
região. Cada Arara consome em média de 300 a 400
cocos por dia. Sendo a criação de gado a principal atividade
agrícola da região, o licuri está cedendo lugar para as
pastagens, impossibilitando também o desenvolvimento de
mudas devido o pisoteio do gado, além disso, elas são usadas
também como alimento para o mesmo, principalmente na época
de seca.
O comércio ilegal tem sido o maior motivo de seu declínio.
A população diminuiu cerca de 95% nos últimos dez anos,
e acredita-se que se nada for feito, a espécie sumirá
da natureza em aproximadamente 2 anos. Por ser uma espécie
rara, sua procura no mercado ilegal vem sendo cada vez maior.
Para garantir a sua preservação, foi criado em 1992 o Comitê
para Recuperação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear, que é responsável
pelo desenvolvimento de planos e programas educacionais
para a preservação da espécie.
Estão sendo mantidas em cativeiro pelo IBAMA
no Zoológico
de São Paulo, onze exemplares, e há
projetos sendo desenvolvidos para a criação de centros de
reprodução próximos à caatinga. A intenção do governo
é que o Comitê trabalhe com a reabilitação e possível soltura
das aves apreendidas em seu habitat natural.
O tráfico de animais silvestres é o maior responsável pelas
espécies como a Arara-Azul-de-Lear e o Mico-Leão-Dourado
estarem sumindo de nossas matas. Este é um problema que
não apresenta fronteiras entre os países, é necessário que
eles
se aliem para combater
este grande comércio. Quem sabe assim, um dia os animais
silvestres, principalmente os mais raros, terão o direito
de uma vida segura em seu próprio hatitat.
Fontes: http://worldtwitch.virtualave.net/learspor.html
Comitê para Recuperação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear UVPAC
Editora e Acabamento Gráfica Ltda. 1999
Desenho - Rolf Grantsau
Foto - Luiz Francisco Sanfilippo
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